sexta-feira, 26 de março de 2010

A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana!


Mês passado, o baterista Charles Gavin anunciou sua saída dos Titãs, do qual fazia parte há 25 anos. Com isso, interrompo aqui a tradição de comentar apenas as estréias do circuito para indicar um filme que tive o prazer de assistir numa pré-estréia em 2009, mas que não teve a repercussão merecida, infelizmente. Mas DVD existe para isso, e esse já foi lançado. Enfim, vamos ao que interessa.

Tenho 17 anos, logo é possível perceber que não sou da geração que foi conquistada pelos Titãs duas décadas atrás. De tímido ouvinte de alguns sucessos mais famosos (graças muito aos meus pais), posso dizer que minha visão do grupo mudou e muito depois de assistir o filme “Titãs – A vida até parece uma festa”, montado pelo componente do grupo, Branco Mello, e por Oscar Rodrigues Alves. Agora posso até dizer que fui a um show dos Titãs, possivelmente o melhor. O filme é uma montagem de imagens caseiras captadas ao longo dos 26 anos de trajetória da banda, que mostram seus integrantes como realmente eram, sem nenhum resquício de atuação. E é isso que vemos ao longo das quase duas horas de edição final, um grupo de amigos descontraídos e fazendo o que de melhor sabem. E não faltam músicas, piadas e brincadeiras nessa história.

Posso dizer que o filme é um grande achado, pelo fato de contar a “vida” de uma banda ainda em atividade (coisa tão normal nesses dias) de um modo totalmente inédito, sem se prender a convenções já estabelecidas por outras produções, como “Rolling Stones – Shine a Light”, de 2007. Ali, os fatos não são mostrados em ordem cronológica; e momentos decisivos da banda, como a saída de Arnaldo Antunes e Nando Reis e a morte de Marcelo Fromer são mostrados sem maiores dramas, mas como fases de uma vida. Tudo pontuado com seus grandes hits, como "Sonífera Ilha","Flores","Polícia","Marvin","A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana" e "Epitáfio", entre outras. A produção encanta até quem não é fã da banda, pois é impossível não se deixar levar pelas peripécias dos integrantes. É algo que o cinema brasileiro precisava apresentar há tempos, algo realmente inédito e que facilmente conquistaria o grande público, o que não aconteceu devido a reduzida e discreta distribuição que o filme teve.

Ao final do verdadeiro espetáculo, após ser levado para o cotidiano de oito amigos que viviam como uma família, sempre juntos e felizes com a vida, fica claro que os Titãs representam o melhor do rock nacional, talvez até mesmo sejam os melhores e mais espontâneos nesse gênero. Algo que não vemos nessas bandas atuais. E percebemos que a vida realmente parece uma festa. E eles ensinam a melhor maneira de aproveitá-la.
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